Corações de Chocolate

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pode ser loucura, mas fica.

Há uns dias que todo um misto de emoções se apoderou de mim. Não por medo de te amar mas por medo que o mundo te tire dos meus braços. É que, meu amor, o mundo é louco e não aceita quando a felicidade plena existe. Mas não o condeno, eu faria igual até há uns meses antes, até antes de ser tua eu não conhecia o poder da felicidade, muito menos sabia que poderia ser tão intensa.
"Ainda dizes tu que não apaixonas", lembras-te? Achavas tu que seria apenas eu a revolucionar o teu mundo quando, no fundo, foste tu quem veio transformar o meu numa autêntica aventura. Essa que começou quando o destino decidiu que eras a peça do puzzle que me faltava, tal e qual como eu para ti. Sim, amor, eu não esqueço tudo o que me pediste, desde a aguentar tudo por ti - embora duvidasses da minha capacidade para tal - até ao estar ao teu lado e te dar a mão para não mais caíres. Não esqueço que mo pediste e não esqueço que independentemente desse pedido o iria sempre fazer. É que, sabes, é impossível dormir ao teu lado sem acordar a cada respiração tua, só para saber se estás bem. É improvável que adormeças e eu não olhe para ti uns longos instantes, só para te contemplar, para me enamorar de ti mais um pouco, para ter a certeza de tudo aquilo que me provocas. Mas principalmente, é raro, muito até, olhar para ti e não sorrir. E quando me questionas do porquê de o fazer e te respondo que gosto muito de ti ou até mesmo que és lindo, no fundo o que eu quero mesmo dizer é que tenho medo de te perder, que quero lutar por ti e ficar ao teu lado em cada batalha que a vida te apresente - nos apresente -, que me fazes feliz como nunca antes fui, que me arrepia saber que posso não ser suficiente para ti. É quando sorrio e os meus olhos brilham, sem te perderem o rasto, que eu tenho a certeza de tudo aquilo que significas para mim.
"De quem quer 10 tu tens 1000" e é quando me dás a mão, entrelaçando os teus dedos nos meus, que estas palavras mais fazem sentido. E é aí que me sinto tua e com confiança suficiente para enfrentar a tua ausência momentânea, aquela que é mínima mas que, para mim, é equivalente a um céu estrelado, tão distante e tão presente em simultâneo. A vida, na sua mais cruel inocência, tentará sempre testar-me, colocar-me diante de mil e um pensamentos que me enlouqueceriam caso não recordasse todas as tuas palavras, todos aqueles momentos em que me garantiste seres apenas meu. Já és conhecedor do meu passado e dos desastres que o acompanham, e fizeste questão de me dar a mais pura das certezas de que nada se iria repetir, de que estavas aqui para ficar e não para me deixar ir, agarrando a primeira saída que a vida te entregasse. E, meu amor, eu confio em ti. Apenas não me desiludas em nenhuma circunstância.
"Amor?! Gosto muito de ti" e é aqui que, virando um pouco o jogo a meu favor, não expondo mais as tuas palavras de aqui em diante, que me dizes sempre um "Nah", na esperança que eu baralhe as letras todas ao meu dispor, as una de novo, e forme uma nova palavra. Contudo, ultimamente limito-me a sorrir. De facto, eu crio essa nova palavra mas, ao tentar expulsá-la do meu pensamento, para que a possas ouvir, ela teima em ficar presa. Talvez seja cedo, ou talvez seja a altura certa para que ela procure dar sentido a tudo o que temos. Todavia, estou certa de que precisas de a ouvir, aliás, que esperas que ela ganhe vontade própria e vá ao teu encontro. Mas, meu querido, eu prometo que ela irá até ti, ao cruzar o meu olhar com o teu, e após perder o medo das palavras com que irás retorquir.
Como parece que gostamos de rotinas, aqui está mais uma: escrever para ti. Não é que saibas, ainda, que todas estas letras, ao se unirem, se dirigem a ti tal como desconheces que foi derivado a todo o misto de emoções que me provocas que voltei a esta Casa, que voltei a ter gosto pela junção louca - e, talvez, absurda - das palavras, conferindo-lhes (algum) sentido. Mas um dia saberás e eu estou certa de que farás o maior dos esforços para conhecer esta Casa que agora também já te pertence um pouco e que, mais uma vez, o farás para me veres feliz. Porque o mundo é louco por não ver toda a minha felicidade, porém, tu és louco por dares a volta ao mundo para me veres sorrir, tal e qual uma idiota, ao olhar para ti. Porque tu, meu amor, és louco por me acompanhares nesta aventura que é tão nossa.

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