quinta-feira, 9 de junho de 2016

Como tu não há ninguém

Tu. Só tu. Eu. Nós. Não há nada mais ao nosso redor, só nós dois. E agora pergunto-te, estás feliz? Não quero rodeios, quero apenas um sim ou não. Olha-me nos olhos e diz-me! Estás feliz?!
Não é fácil escrever para ti, é que, por um lado, sinto que já te disse tudo, por outro sinto que nunca te disse o suficiente para que veja nos teus olhos a certeza do meu sentimento por ti. Há muito que não escrevo, e que esta casa, onde todas estas letras moram, não sabe do meu paradeiro, por isso peço-te que compreendas o quão difícil é para mim, voltar a escrever. Não foi uma decisão fácil, voltar às letras quando o tempo me corre por entre os dedos e a paciência é a mínima, mas tu mereces. No fundo, tu mereces bem mais.
Acordei, um dia, e sem cair na realidade estávamos juntos, éramos um do outro sem o sermos. Ainda mal tinha caído em mim e ouvia o teu "amo-te", ouvia-te dizer que não me querias perder e que era tudo para ti. Ainda sem me encontrar consciente da situação, deixei-me ir, dei-te a mão e juntos caímos no desconhecido. Nenhum de nós queria isto, mas algo nos dizia que deveríamos avançar rumo ao incerto, algo nos disse para unirmos as nossas forças e arriscar. A cada dia que corria, colocávamos mais um tijolo na nossa construção, e a cada momento amargo, era esse que víamos cair, até ao dia em que decidimos parar de destruir a nossa parede, aquela que um dia fará parte do nosso castelo encantado. De facto, já lá vão uns meses desde que tudo começou, e confesso que os sinto a passar por mim tal e qual um furacão: rápido e devastador. Desde o início nada foi fácil, não houve nenhum mar de rosas, muito menos a chamada "lua d'mel", mas tu sabes, tão bem quanto eu que sempre preferi um início atribulado e uma vida estável, ao invés de um começo feito de gomas e rebuçados com um fim previamente marcado.
Agora, acordo, por várias vezes a teu lado e faço questão de te admirar. Sim, eu olho-te com admiração, como uma criança olha as orelhas de um elefante a primeira vez que o vê. Sim, eu olho-te, com toda a doçura do mundo, como se fosses um rebuçado gigante. Sim, eu olho-te como uma criança olha o seu peluche, com todo o carinho possível e imaginário. Sim, eu olho-te com os olhos de uma criança que tem medo do escuro e do bicho papão. Sim, eu olho-te com a certeza de que estou segura. Sim, eu olho-te ao acordar e penso: "nunca alguém poderia ter vindo em teu lugar, muito menos ocupá-lo". E é por estes pequenos detalhes que eu tenho medo, medo que não sejas feliz comigo como eu sou contigo, medo de acordar e estares noutros braços, medo de te ver partir, medo de, um dia, acordar e me dizerem "tudo isso que viveste não passou de um sonho". É que sabes, tudo isto é um sonho, mas aquilo que mais quero é que seja sempre real.
"És feliz comigo? No dia em que não o fores diz, eu afasto-me.", lembras-te? Foste tu quem o disse! Mas acho que nunca te respondi convenientemente, adoro rodeios e nunca fui muito boa com as palavras (aquelas que ganham vida e saem da boca para fora, porque estas que eu controlo, meu querido, são as minhas melhores amigas). Lembras-te da primeira vez que me deste a mão? E do nosso primeiro beijo, lembras-te? E da primeira vez que disseste que me amavas, com aquele teu brilho no olhar? Lembras?! Eu lembro... De cada detalhe, de cada simples pormenor, de cada vírgula que já colocámos no nosso livro, simplesmente de tudo!
Sabes aquelas vezes em que entrelaças os teus dedos nos meus, ou aquelas vezes em que me dás um beijo na testa? Sabes todas aquelas vezes em que me abraças, ou todas aquelas em que dizes que me amas? E aquelas em que me beijas, também sabes? É que, talvez nunca tenhas notado, mas de cada vez que o fazes, o meu coração foge ao meu controlo, decide enlouquecer e corresponder, mais do que nunca, ao teu. Sim, meu amor, eu sempre fui muito atenta ao teu coração, é que sempre me disseram "quando se ama, o coração bate mais rápido" e, desculpa-me, mas eu confio no teu coração.
Sei que não sou a melhor pessoa do mundo, que sou tudo menos fácil de lidar, que é preciso um gigantesco pote de paciência para me conseguires aguentar (não te estejas já a rir, sabes bem que nestes aspectos somos tal e qual!), mas que estarei sempre aqui para ti é algo que nunca podes duvidar, muito menos podes duvidar do quanto te amo. Eu sei que o início não foi fácil, que tivemos medo do passado, de ambos, mas o meu presente é contigo e quero que o futuro também o seja. E, meu querido, medo do passado não existe mais, porque neste momento já somos um pouco do passado um do outro: o único passado. Tudo o que aconteceu antes de estarmos juntos não existe mais. É um começar do zero, é um apagar de memórias, um adeus definitivo a tudo aquilo que se encontra no fundo do oceano. E não te esqueças, nunca, nem por um segundo, eu amo-te como uma criança ama o seu ursinho de peluche, aquele que ela não hesita em aconchegar antes de adormecer, aquele que, se um dia perder, não terá substituição possível. Porque eu, meu amor, olho-te com o mesmo olhar de uma criança que acabou de encontrar o seu primeiro amor, aquele que ela irá sempre dizer que é para a vida toda, aquele que a irá marcar e ela nunca irá esquecer. Porque eu, meu amor, sou como uma criança que aprendeu a amar e que vai querer dar-te sempre a mão, como fazem aqueles "namoradinhos" do jardim de infância. E tu sabes (ou devias saber), que eu sou a criança com medo do escuro que precisa da tua proteção: da proteção do seu super herói.


P.S.: Desculpa, mas falta só um clichézinho: Amo-te, meu amor.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Carta a ti, que estás com ele

Olá (não sei se é a melhor maneira de te cumprimentar, mas ainda assim um olá fica sempre bem). Pensei muito antes de te abordar, mas senti necessidade de te pedir um enorme favor. Eu bem sei que és a nova exceção na vida dele, e acredita que sei do que falo. Por uns tempos também fui a única, ou pelo menos quero pensar que fui. Não sei ao certo o que se passou para tudo acabar, foi como da noite para o dia, mas não te culpo a ti! Não... Os únicos culpados somos nós: eu e ele.
Há uns dias vi uma fotografia vossa e ele estava tão lindo! Podes não gostar que o diga, mas por uns longos meses fiz questão que ele o soubesse, embora agora ache que ele já não está tão lindo (será porque está contigo e não comigo? Não importa...). Nessa fotografia eu percebi que ele está feliz, que ele voltou a ter aquele jeito de criança feliz que durante uns tempos teve comigo. Não nos quero comparar, acredita! Muito menos vos desejo mal, apenas te quero pedir um enorme favor... Nada de muito absurdo e podes ficar descansada porque não te vou pedir que o deixes e muito menos o vou ofender para criar em ti uma imagem errada, porque ele para mim continua a ser perfeito no seu jeito de ser.
(É hora de engolir as lágrimas e começar a falar, eu sei. Chega de rodeios...) Eu sei que ele gosta de muitos mimos e carinho, até nas horas mais loucas da noite, e acredito que não tenha mudado agora, por isso, quando ele te acordar apenas para te dar um beijo, não ralhes com ele, beija-o e diz-lhe que o amas. Vais notar que o brilho no olhar dele será mais intenso! Elogia-o a cada acordar, ele vai dizer que já sabe que é lindo e maravilhoso, mas ainda assim, faz questão que ele o saiba vindo de ti! Quando forem sair e ele beber, não o deixes conduzir, mesmo que ele te diga que está bem. Por favor, tira-lhe as chaves e foge, vão a pé ou leva tu o carro, só não o deixes conduzir. Quando ele te der uma seca porque está a jogar no computador, senta-te ao seu lado e faz-lhe perguntas. Pede-lhe para jogar por mais desastrada que possas ser. Acredita que ele vai valorizar o teu gesto! Quando se chatearem, dá-lhe espaço, não o sufoques e deixa ser ele a dizer que tem saudades tuas. Se fores tu quem o magoou, só quando ele achar que deve voltar é que o vai fazer (ele é tão orgulhoso!). Mas se for ele que te magoou a ti, miúda, por favor, ignora. Ele nem se vai aperceber que o fez e toda essa dor vai passar, e ele vai recompensar-te sem mesmo saber que o está a fazer. Ele é dono da razão, não te esqueças! Não vale a pena discutires com ele sem teres uma tese elaborada para contra-argumentar com ele. Ele nunca te vai dar razão, mesmo que a tenhas. Bem, uma vez por outra até te vai deixar ganhar para tu ficares feliz, mas não mais que isso. Se tiverem longe uns dias e ele te disser que quer um abraço teu, vira o mundo ao contrário e arranja uma forma de lhe fazeres a vontade. Ele merece que lhe faças todas as vontades e sabes porquê? Porque ele vai sempre fazer-te sorrir mesmo quando não tiveres motivos para tal. Ele é uma caixinha de surpresas! Tanto te pode fazer cócegas enquanto estão a ver um filme como no meio da rua, tanto te pode chamar o nome mais carinhoso de sempre como o mais "foleiro". Ele nunca vai ser totalmente querido e um autêntico amor de pessoa sem uma boa desculpa, e se não for o efeito do gin, será porque ainda não o bebeu. Ele será sempre querido, só tens que saber que ele o é à sua maneira. Ele pode-te chamar caniche ou baleia, mas essa será a forma querida de ele te dizer que curte de ti. Ele pode acordar-te às 6h para te dizer que lhe apetece ir dar uma volta, mas vai retribuir-te com uma boa dose de mimos. Ele vai dizer-te que é uma estrela e que tem um brilho natural, e quando ele o fizer não contestes. Beija-o apenas. Dá-lhe toda a razão do mundo, mas não o mimes de mais.
Ele é uma criança feliz, com aquele brilho no olhar como uma criança que acabou de fazer alguma coisa que não devia. Ele tem maldade no sorriso (calma! Não te assustes!), mas é uma maldade característica das crianças, de estarem sempre a fazer mal, de acharem piada quando atiram o seu brinquedo ao chão. Ele é assim. Ele é das pessoas mais naturais que tu irás conhecer, das pessoas mais genuínas que irás encontrar. Porque ele, ele é perfeito no seu jeito de ser. E vai-te amar do jeito mais absurdo que poderás imaginar. Mas vai-te amar de verdade, podes confiar em mim.
Como podes ver, não estou contra ti! Nunca vou estar, desde que o faças feliz. Porque, minha querida, se algum dia o magoares eu vou estar aqui, não apenas para o apoiar como também para vos afastar. Porque enquanto ele estiver bem, eu apoio. Quando ele perder o brilho no olhar, serei a primeira a afastá-lo de quem lhe faz mal. Eu sei, nós não nos falamos, não precisas de mo dizer, mas eu preocupo-me com ele e continuo a defender a felicidade dele do modo que posso. Por isso, só te peço, fá-lo feliz! Não me importa se tu estás feliz ou não, só me interessa que ele esteja! Mas eu sei que, se o souberes amar do jeito que ele é, ele te vai fazer muito feliz. E no dia em que se casarem, eu estarei lá para vos felicitar. É que sabes, numa das vezes em que nos chateamos eu disse-lhe que só nos voltaríamos a falar quando ele se casasse e ele disse que seria um tempo antes, pois tinha que me entregar o convite. Eu espero esse dia. Mais vale tarde que nunca, não é?!
Creio não ter mais a te dizer, apenas te peço que cuides dele como ele merece, e que entendas que não estou contra vocês, não estou contra ti. Não! A não ser que o magoes, eu vou sempre apoiar-vos, porque para mim o mais importante é vê-lo feliz.


P.S.: Faz-me este enorme favor e cuida bem dele, trata bem dele e, acima de tudo, nunca o percas, porque nunca irás encontrar alguém igual.

domingo, 22 de junho de 2014

Proponho: Dois mundos num só. Aceitas?

De facto já não sei mais que fazer, creio ter cometido o pior erro de todo o sempre e te ter perdido, sem te dar oportunidade de partir com regresso, à partida, marcado. Sei que tudo começou de um modo forçado, mas em tal facto ambos fomos culpados, não apenas eu. Mas sim, eu sei que fui a única culpada por ter deixado tudo ir em vão e não me ter esforçado minimamente por te manter na minha vida. Contudo, só não o fiz por, só agora, me ter apercebido do quão importante tu és e do quanto preciso de ti na minha vida. Assim, este será o derradeiro momento, será agora o momento em que te irei explanar tudo aquilo que não tens conhecimento. Eu sei que agi de cabeça quente e te afirmei não mais ir atrás de ti, no entanto, não consigo. Não sei se tal acontece devido à importância que tens em mim, ou apenas por todos os sentimentos que criei, por todo aquele carinho que me davas e por toda a segurança que me transmitias.
Ainda me lembro como tudo começou, como aquela simples conversa acerca de um mero projeto evoluiu para as conversas que apenas se têm quando há sentimentos criados, ainda me lembro de todas as palavras trocadas e de todas as promessas feitas. Lembro-me, ainda, do que disse para mim mesma "é ele que eu amo, tudo isto será apenas divertimento, não vou amar mais ninguém e vou esperar por ele, leve o tempo que levar", não se tratando de ti, mas sim daquele passado que tu bem conheces, pois foi nesta fase que tu me conheceste: na fase em que tudo o que eu fazia era por ele. Todavia, com o passar do tempo muito mudou, tu prometeste que me farias esquecê-lo, prometeste que irias lutar por mim até me ter e que depois disso, ambos lutaríamos por nós, prometeste dar-me o mundo se ficasse a teu lado, prometeste tudo aquilo que eu pretendia. Pediste-me que não te iludisse, usando uma metáfora que ficou só nossa, pediste-me tanto e disseste-me, igualmente, tanto. Disseste-me que estavas disposto a amar-me, que te encontravas num estado em que terias todo esse amor para me dar e que restava apenas que eu o permitisse, deixando-te entrar na minha vida. Usaste as palavras certas comigo, é um facto. Sim, pois eu criei uma barreira ao meu redor, jurei a mim mesma não voltar a ter sentimentos por mais ninguém, que me tornaria fria e que apenas iria aproveitar a vida. Contudo, tu foste a exceção na minha vida, foste os planos mal calculados e a fraqueza da tal barreira que a conseguiu quebrar. Fiz todas as contas, mas ao permitir que entrasses no meu mundo - que outrora fechei a sete chaves - os valores foram totalmente alterados e todas aquelas contas deram errado. Não sei bem como, mas conseguiste descontrolar tudo aquilo que eu tinha planeado.
Até hoje ainda não consegui compreender como tiveste tamanha capacidade para mudar todos os meus planos e entrar na minha vida, quando garanti a mim mesma que não permitiria, informando-te de tal. Agora, ainda que não entenda o sucedido, sei que és especial e que te tornaste no meu sorriso diário. Bastava-me ouvir a tua voz, bastava-me receber uma mensagem tua e, nos piores momentos, bastava-me que me pedisses para sorrir que eu o faria espontaneamente. Mas, e agora? Onde estás tu? Onde estão todas essas palavras? Onde estão os nossos momentos? Creio que tudo isto se limite a viver em todas as lágrimas que, derivadas da saudade, percorrem a minha face. Sim, saudade. Nunca te neguei que, cada vez que as nossas boas fases se dissipavam, as saudades me invadiam de um modo avassalador. O mesmo acontece agora, mas de um modo mais forte. Não entendo como, muito menos porquê... Só eu sei o estado em que me deixavas quando me dizias que ias sair, que me contavas certas situações com o teu passado e que insistias em me provocar ciúmes. Para mim, tudo isto me deixava lacónica, sendo o meu poço de fraqueza e deixando-me completamente à deriva, sem saber como todo o medo de te perder começava a surgir em mim.
Proibi-te de entrar na minha vida mas foste mais teimoso que eu e forçaste essa entrada, acabando por me ter, totalmente, na palma da tua mão. Sei que não te o devia dizer, mas também sabes que tenho pavor a esconder-te seja o que for, atormentada pelo medo de te perder, e que sempre preferi que soubesses de tudo. Sim, também sabes que o medo de te ver partir sempre foi enorme, nunca te neguei. Contudo, foi isso mesmo que aconteceu, vi-te sumir e não tive hipótese de te suplicar que ficasses. E agora podes-me perguntar se me encontro arrependida de tal e podes mesmo questionar a veracidade da minha resposta, podes até nem voltar, mas eu sei que, apesar de tudo, não estavas mal a meu lado. Sei o quão bem fazíamos um ao outro e, mesmo que o negues, não irei acreditar, pois lembro-me do mar de rosas em que nos encontrávamos ao início.
O meu maior medo era que me iludisses e que, eventualmente, me magoasses, ainda que insistisses que não o irias fazer. Talvez tenha sido esse o medo avassalador que me fez rodear as tuas palavras, acabando por fazer das minhas um brinquedo. Com isto, apenas consegui que tu te fosses afastando, que deixasses de prometer tudo aquilo que outrora prometeste, que deixasses de cumprir parte dessas promessas e que deixasses de me tratar daquele modo que só nós sabemos. Caso desconheças tal facto, não há um dia que não sinta falta de tudo isso, que não reveja todas as palavras trocadas e que não sinta um aperto no peito. É estranho, nunca quis tanto alguém como te quero a ti, nunca senti que, mesmo não amando, havia um sentimento deveras forte que me obriga a arriscar e, caso não consiga, que me obriga a voltar a tentar. É este o sentimento que sinto em mim, derivado a tudo aquilo que me proporcionaste.
Talvez estas palavras não mudem em nada a tua decisão e, provavelmente, não te irão conferir um rumo até mim, mas lá está, voltei a tentar, voltei a arriscar, porque alguém com a importância que tens em mim, não é alguém, é "o alguém" que quero a meu lado. Não sei mais que fazer para te ter de volta, já pensei em tudo e nada me parece o ideal. Mas acredita, basta pedires e faço. Quero-te a meu lado, quero tudo de volta, ainda que existam más fases, mas quero tudo contigo, quero que cumpras aquilo que prometeste, por favor..
As lágrimas percorrem a minha face, mais uma vez, não me permitindo entender o que realmente se passa comigo. Sei que não te amo, não, isso não pode acontecer sem antes ter o teu abraço, mas também sei que não me és indiferente. De todo!
Já não sei mais como te implorar que voltes, nem sei se esta será a minha última tentativa, mas provavelmente não, dado que ainda ambiciono estar nos teus braços muito em breve. Contudo, estou cansada de toda a tua frieza, de toda a tua distância. Quero-te comigo! Custa entender? Suplico-te, diz-me o que preciso de fazer para te provar que preciso de ti a meu lado, nem que seja por teres quebrado aquela barreira que proibia quaisquer sentimentos, por mais mínimos que fossem. O que queres que te diga? Que me conquistas-te? Sim, é verdade. Como tal, deixa-me mostrar-te o que é a felicidade. Permite que eu volte à tua vida, nem que seja para te provar que nada está perdido. E se tudo der certo e me perguntares se sou feliz a teu lado? Aí responder-te-ei que o sou como sempre desejei ser. Sim, a teu lado sou feliz. Por favor, peço-te uma última oportunidade para me deixares entrar na tua vida. Suplico-te...

domingo, 11 de maio de 2014

Paraíso de pesadelos

Agora olho o passado com outros olhos: com os olhos de quem já não ama. Foi uma árdua tarefa conseguir atingir este ponto, mas consegui. Não sei bem como, apenas sei que a força necessária me foi dada, diariamente, ainda que, por vezes, retirada. Mas aquela força existiu e foi ela que me fez erguer mais forte que outrora, como tantas outras vezes.
Novamente, faço uma retrospetiva dos últimos tempos. Como consegui sacrificar a minha alma a tanto?! Não entendo... Não devia ter feito absolutamente nada e desistido enquanto ainda tinha avisos de tal, mas a aventura era superior... Quanto mais avançava menos letreiros me diziam para ter cuidado e desistir, decidindo, deste modo, ir até ao fim e conhecer o que se encontrava no fundo da gruta. Contudo, a surpresa foi tanta que me desiludi. Nada daquilo que eu esperava ver ali estava, nada do que tinha idealizado era, de algum modo, real. Desisti então, e optei por esperar, ver se, de facto, surgia algo naquele local, tal e qual uma flor que demora a crescer, mesmo depois da sua semente na terra integrada. Todavia nada vi. Concluindo, assim, que mais uma vez, me esforcei, me cansei e me esperancei apenas pela incerteza de que iria ver os resultados que deduzi. Foi aí que me resgataram, foi durante essa espera que se dirigiram a mim com a prova de que eu iria passar a cascata adiante e que conseguiria ver aquilo que outrora me cegou ao ponto de nada ver.
"Ao longo da vida vais encontrar inúmeras pessoas que te vão querer ver em baixo, completamente arrasada e só um sorriso teu poderá derrotá-los." Foi algo deste género que ouvi enquanto o sol dormia, tal como meio mundo, proveniente do meu novo poço de forças - mais um deles mas, ultimamente, o mais eficaz - cujo objetivo se foca em proibir qualquer que seja a lágrima que me deseje invadir, de o fazer. Até hoje nunca me falhou e tudo aquilo que, ao início, me disse que iria conseguir, desde ver-me sorrir a entregar-me de novo a felicidade que outrora me foi retirada, ele tem vindo a cumprir, surpreendendo-me a cada lua que nasce. E foi assim que conseguiu retirar-me daquela gruta, cujo caminho estava minado de letreiros mas que, devido a tamanha cegueira causada pela esperança, eu optei por ignorar.
Não sei como voltei a superar mais uma dor, mais uma mágoa que me corroía a cada segundo que via passar, a cada ponta de saudade que surgia em mim, mas, de facto, vi-me renascer. Vi em mim aquilo que há muito me tinha feito cegar. Vi a força que me completa, tal e qual um eclipse. Vi a minha alma ganhar a cor que há muito, mas mesmo muito, já não tinha. Vi tudo aquilo que o tempo me fez perder, ou melhor, vi aquilo a que, há uns sóis, me recusava a ver. Assim, hoje posso afirmar que voltei a ganhar vida, que me voltei a erguer e que, mais uma vez, estou plena de forças.
Ainda me recordo daquele paraíso idealizado que, no fundo, não passava de apenas mais um bosque com o seu lobo mau para me atormentar, mas já não pondero lá regressar como anteriormente ainda tencionei, dado que, finalmente, me sinto no auge de uma vida. Agora, e só agora, posso afirmar que superei sem a necessidade de me prender a outro alguém. Contudo, temo que seja apenas uma fase e que, a qualquer momento, volte a ver o meu mundo ruir, não possuindo, assim, forças para o segurar, pois não posso esperar que este poço de forças em que me encontro, me alimente eternamente. Se caí perante a vida e se me consegui levantar, só terei que conseguir manter todo este mundo em que me integro, com uma ou outra manutenção feita a custo, mas terei que conquistar a minha alma, pois ele não tem obrigação de tal. É certo que me auxiliou e me retirou de um local que me fazia tudo menos bem, que me fez acreditar em mim própria e saber que um sorriso consegue derrotar todo e qualquer inimigo que me rodeie, porém, foi a minha força de vontade, que em mim ele colocou, que me fez querer deixar aquele paraíso cujas pétalas de rosas escasseavam, abundando em espinhos.
Já não olho o mundo do mesmo modo e a perspicácia apoderou-se de mim, invadindo-me brutalmente ao ponto de conseguir saber qualquer jogada que tencionem ter para comigo, rodeando-a. E, embora tenha perdido a confiança no mundo e no que os meus olhos teimam em ver, ainda teimo em conhecer novos mundos, viajar sem rumo e ver onde irei dar. Provavelmente, ignorarei todo e qualquer aviso que possa surgir, ou não eu fosse comandada pela aventura. Contudo, se desta vez os ignorar é por saber que chegarei, então, a um paraíso de pétalas de rosa sem qualquer lobo mau, atrás de uma árvore, que me possa ferir.
Já há muito que não sabia sorrir sem o objetivo de disfarçar mais uma mágoa causada pela dor de um espinho, que já não conhecia a sensação que é não amar, que desconhecia, por completo, o que é a aventura exterior a um sentimento. Assim, agora afirmo, plena de certezas - e forças - que superei o desafio que a vida me colocou no caminho, encontrando-me, assim, pronta para aceitar um novo desafio, mas desta vez, por favor, que seja um desafio cujo fim não exista e me faça dizer: valeu a pena arriscar.

P.S.: Eu aceito o desafio, e tu? (Sim, tu.) Aceitas?

domingo, 27 de abril de 2014

Nostalgia de uma felicidade incerta

A melancolia apoderou-se de mim, decidiu invadir o meu corpo e integrar-se nas minhas veias. Não sei ao certo como a combater, talvez conhecendo a felicidade, ou talvez ignorando a dor. Nenhuma das duas é fácil e nenhuma se encontra ao virar da esquina e afirma querer levar consigo a nostalgia de um passado recente que decidiu permanecer inacabado, possuindo, então, um fim inalterável.
Os dias surgem, vindos do nada e insistindo em nascer, aumentando todo o sofrimento, não em intensidade mas em quantidade. Começaram por ser apenas meia dúzia os dias de dor, no entanto, já passaram meses e tudo se manteve, toda a luta intemporal resolveu ficar a meu lado, trazendo consigo uma espera inigualável. Não sei como tal evoluiu, apenas reconheço que o fiz, na tentativa cruel de me matar aos poucos com um sentimento irreal de esperança de que, mais tarde ou mais cedo, tudo se iria alterar e tudo ganharia o devido rumo. Contudo, o tempo correu perante os meus olhos, as folhas das árvores coloriram-se de tons acastanhados, caíram quando a neve as invadiu e voltaram a colorir-se mas, desta vez, de um verde vivo, e eu permaneci no mesmo local, sem pestanejar e a ver tudo o que me rodeava a esvoaçar como se tudo vivesse apenas para correr. Mais uma vez, vi o tempo passar-me por entre os dedos e não fui capaz de o agarrar. Quanto mais tentava, mais ele fugia. Talvez não fosse para mim, talvez o tempo preferisse que eu fosse vivendo ao invés de viver.
Bastou-me fechar os olhos, voltar a abrir e tudo pareceu ganhar um rumo, ou pelo menos uma tentativa de tal. Já nada corre e deduzo que o tempo fique preso nos meus dedos e que, ao fechar a mão, ele se dissipe pela sua palma. Creio que é ele quem me alimenta, não de esperança pois essa morreu, mas de nostalgia. Já não penso em ficar, muito menos em esperar. Aliás, mesmo que quisesse, jamais conseguiria. Todavia, este sentimento que me integra, vulgarmente designado de saudade, não é alimentado por todo aquele passado, mas pela nostalgia de uma felicidade há muito perdida. Essa dificilmente voltará, uma vez que a sua data de regresso insiste em ser apenas mais uma incógnita na minha vida.
Sinto-me no auge da melancolia e já não sei o que é sorrir sem ter como objetivo disfarçar todo este sentimento, ignorando toda e qualquer dor que possua, lutando, assim, contra ela. Porém, creio existir um outro modo de a combater, apenas não sei qual me será mais fácil de adquirir, talvez esquecer que outrora me magoaram, esquecendo que existe um passado, ou melhor, esquecendo que o outrora conhecido é real. Assim, deduzo ser mais fácil para que possa conhecer a felicidade, apenas não sei se esta me quererá conhecer, pois tudo parece fugir-me, tal e qual como o tempo outrora me fugia.
Não é difícil conhecer a mágoa e a dor, difícil é saber lidar com elas, é lutar e acreditar que, por trás de toda aquela capa que possuem, se encontrará o nosso pote de felicidade, é saber que mais tarde ou mais cedo surgirá alguém que será capaz de nos fazer sorrir e que nos mostrará, então, a felicidade que possuímos escondida por detrás de uma mera lágrima tão translúcida mas tão opaca nestas situações. E é nestes momentos que vale a pena agarrar o tempo, pará-lo se for necessário. Contudo, ele insiste em correr e, por vezes, parar-se a meu lado, dando-me uma esperança irreal de que, desta vez, tudo irá mudar.
Já não sei mais como abater esta melancolia que acompanha toda uma nostalgia, não de um passado incompleto mas de uma felicidade há muito desconhecida. Esse passado levou consigo toda a felicidade que consegui construir, contudo, tentar reconstruí-la é um projeto futuro, apenas não sei como. Se fosse fácil sabê-lo, também seria fácil usá-la para destruir esta melancolia. Todavia, não o é e eu aqui permaneço, vendo as folhas a ganhar e perder cor e a nascer e morrer, na esperança de, com elas, um dia, nascer a minha felicidade.

sexta-feira, 21 de março de 2014

És a Lua do meu mar

Já nem sei que dizer, é um sentimento que sufoca, uma saudade que me percorre o corpo e comanda a alma, é uma ausência disfarçada com uma outra presença, é tudo e não é nada, é querer e não ter, é saber que nunca existirá algo ou alguém que consiga tapar, ao invés de camuflar, a tua ausência...
Novamente, fui impulsionada para o nosso local. Algo me deu forças para lá regressar, mesmo após todo este tempo, um mês e pouco, quase dois, em que tudo me impulsionava ao afastamento. Contudo, as saudades surgiram, vindas do nada e sem eu saber bem como. Deste modo, algo em mim me obrigou a adquirir um rumo e, sem pensar duas vezes, segui para aquele paraíso de memórias agora meramente evocadas. Fui caminhando instintivamente, sendo que, durante todo esse caminho, todas as recordações foram surgindo em mim, tal e qual uma cronologia de momentos. E todas as palavras trocadas, oh essas... Essas vivi como se fossem ditas pela primeira vez, vivi-as em mim como frases soltas que vagueavam na minha mente, mas senti tudo de novo, senti a mesma emoção que outrora, contigo ali presente.
Por cada vez que vagueio até àquele local eu ganho forças, contudo, muitas são as que perco pelo caminho. Quer dizer, eu não as perco, elas fundem-se nas memórias, acabando por fortalecê-las a elas e não a mim. Assim, chego ao nosso paraíso com a alma num autêntico rodopio, sem forças e com as recordações de momentos perfeitos extremamente acentuadas. Porém, se se tratam de lembranças recentes, tê-las bem presentes em mim não se torna, de modo algum, saudável para o meu ser, pois, neste caso, as memórias corroem-me, enfraquecem-me de dia para dia, sem dó nem piedade.
Há dias que tudo mudou e que te apresentei a minha sentença final: a redenção. Esta, por sua vez, não foi sozinha, encontrando-se acompanhada de uma esperança - cujo sentido se encontra por aí à deriva - que esperava ser alimentada pelas palavras certas. Pelos vistos não o foi e tudo na minha vida voltou a derivar sem rumo. Primeiramente foste tu, um verdadeiro desafio, de seguida, continuaste a ser tu, um autêntico quebra cabeças e, por fim, permaneces tu, no centro do remoinho de ideias que insiste em condensar cada vez mais, dispersando todas as minhas ideias concisas, tornando-as cada vez mais sucintas e fazendo-me perder o controlo que possuíra, ainda que em momentos, da minha mente.
Todavia, o meu porto de abrigo continuas a ser tu: tu e aquilo que nos pertence, desde as memórias às vivências atuais. Assim, tu és o meu poço de forças, aquele em quem eu quero cair, ficar inconsciente e acordar plena de forças. Sei que não me irás deixar sem esse alimento, mas também sei que terei que ganhar as minhas próprias forças de algum modo, dado que, não me poderás nutrir eternamente. Deste modo, aquele que intitulo como sendo o nosso sítio, sempre que preciso de me erguer mais forte que outrora, transforma-se num verdadeiro cais. E por lá permaneço até me sentir realmente bem. Contudo, há já uns tempos que não necessitava de tal, mas ter-me encontrado na tua presença, há meros dias, desenterrou-me a saudade que outrora enterrei bem no fundo do meu coração, sob inúmeras pedras, objetivando matá-la. Como tal não ocorreu, ao reflorescer, foi-me necessário vaguear com um único rumo em virtude de me encontrar na presença da tua ausência para que, daqui a dias me volte a encontrar na tua presença mais real.
Ainda que tente, camuflar aquilo que sinto por ti, colocando todos estes sentimentos num outro ser, não tem sido fácil, de todo. E, querer esquecer-te por essa via mais comum e básica, também não o tem sido. Marcaste-me de um modo que anteriormente ninguém conseguiu e, no fundo, continuas a marcar. És importante e, ainda que, o tempo passe e insista em não parar, tu permanecerás no centro da minha memória, pois foste tu quem me deu tanto para viver quando as razões escasseavam.
Não mais foi fácil lidar com planos destruídos, com a saudade que me sufoca e, muito menos, com o sentimento que insiste em ficar cada vez mais forte ao invés de se deixar desvanecer pelo tempo, pelas palavras ocas de outrem ou, até mesmo, pelas sentenças que impinjo a mim mesma. Assim, nada tenho a pedir desta vez, apenas a desabafar e a afirmar que és importante e que, a ti, ninguém irá substituir. Nem mesmo o tempo te levará de perto de mim, pois tu és o meu poço de lucidez e de inconsciência e insanidade. És o meu cais na noite mais fria e a minha lua na noite mais escura. És um tudo que não é nada, és um amo-te disfarçado no reflexo do mar, és um obrigado refletido nas estrelas e um sempre espalhado pelo infinito, deslumbrante e desconhecido universo.

domingo, 2 de março de 2014

É um adeus diferente

Sei bem que a realidade mudou, ou melhor, a nossa realidade mudou. Ou será que foi a minha ilusão que acabou? Será que fui eu que acordei para o mundo que me rodeia e percebi que, afinal de contas, quem errou fui eu? Nem sei ao certo o que se passou, apenas conheço uma nova realidade. De tal estou eu certa.
Outrora julguei-te meu, julguei seres tu aquele com quem eu ficaria para sempre, que serias tu "o tal". Assim sendo, foste tu aquele em quem eu depositei todos os meus sentimentos, aquele a quem me dediquei de corpo e alma e aquele que tantas noites me destruiu. Contudo, foste, também, aquele com quem as loucuras surgiram, foste tu aquele que me fez ganhar um rumo quando o julgava impossível... De facto, foste tu com quem tudo ganhou sentido.
Se outrora éramos totais desconhecidos, hoje posso, certamente, afirmar que já não o somos. Na verdade, considero-te como um tudo na minha vida, aquela pessoa que, apesar de todos os meus erros, permanece a meu lado. E é por isso que te tornaste deveras importante. Todavia, as coisas mudam e, se num momento te idealizei como o namorado perfeito, presentemente idealizo-te como o melhor amigo perfeito, o irmão que quero à minha beira num momento eterno. É certo que as lágrimas se apoderaram de mim e que fiz questão de te dizer muitas das coisas que não devia ter dito, porém, tudo mudou: eu mudei e a minha realidade idealizada também. Com isto quero dizer que já não te quero como um dia quis e que a minha luta acabou. Foi o fim. Iniciei um novo ciclo na minha vida e creio ter sido o melhor. Julgo que prefiras assim, pois disseste-me inúmeras vezes para ser feliz e que devia seguir um outro caminho. Deste modo, apenas te faço a vontade, dado que percebi que estás feliz com outra pessoa a teu lado, que a tua felicidade, no fim de contas, não passa por mim como presumi... Provavelmente foi aí que errei, em julgar que serias meu e que só comigo serias feliz. És feliz comigo, eu sei, mas não do modo que eu pretendia. Contudo, fico contente por saber que estás bem e que me queres a teu lado para te apoiar em todas as fases que mais precisares.
Não sei bem como nem porquê mas só já te imagino como meu amigo, nada mais. E é assim que a vida segue, por isso, peço-te, por favor, que me apoies. Sim, que me apoies e sabes ao que me refiro. Eu segui com a minha vida, decidi arriscar, sem medos alguns. Porém, quero que não me deixes e que respeites as minhas decisões, já que eu tive que aceitar a tua escolha. Se aceitei, peço-te que aceites também a minha. Não te peço que compreendas porque isso dificilmente irás fazer, mas peço-te que fiques comigo e que, caso tenhas razão, me digas - e imploro-te que o faças - que me avisaste. Se estiveres certo acredita que irei precisar de todo o teu apoio e que, ainda que me profiras tais palavras, fiques comigo e me ajudes a superar. Não creio ser necessário, mas para a eventualidade de ser, fica. Apenas não me avises mais, já chega. Quero conhecer quem tenho a meu lado, sozinha, não com palavras do mundo que, muitas das vezes, nem são reais.
Não sei se te voltarei a escrever, é sempre uma incógnita, mas acredita que o teu lugar ninguém irá ocupar. Todavia, de agora em diante iniciarei um novo ciclo, uma nova rotina e esta já não passa por ti, mas sim por aquele que se encontra a meu lado. Deste modo, de ti apenas pretendo que em nada mudes e que a nossa amizade se fortaleça, de dia para dia, cada vez mais. Pretendo, ainda, e como já referi anteriormente, que me apoies tal como, apesar de tudo, te apoiei. Eu sei o que quero para mim e se tê-lo a meu lado é um risco, então quero corrê-lo, pois nos últimos dias tem sido ele que tem dado um certo sentido à minha realidade, aquela que tu abandonaste de um modo brusco. Não, não. Tu ficaste, mas de outro modo.
Assim, espero que entendas que não podia lutar mais por ti, que não seria justo para mim, e, ainda, que entendas que é a ele que quero e que é com ele que quero ficar, ainda que me iluda e me magoe, neste momento, é ele quem eu quero comigo. Pouco mais te tenho a dizer e/ou pedir, as palavras que outrora te dirigi não mais farão sentido, por isso, julgo terem escasseado ao ponto de dificilmente te conseguir escrever novamente. Por fim, desejo-te o melhor, que sejas feliz e que saibas que estarei aqui para tudo, mas mesmo tudo, tal como espero que estejas para mim. "Just promise that u won't forget we had it all".

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Uma questão de tempo - Parte IV


Os anos foram passando e o contacto, que antes já era pouco, foi morrendo. Não se viam há imenso tempo, até que, como por magia, se reencontraram. Ela viu-o, sentado num banco de jardim, e ele foi ao seu encontro, deixando a amiga no banco onde estavam.

-Hey.
-Olá. Então, namorada nova?
-Não, não. É apenas uma amiga.
-Fazes bem.
-Então e tu? Tens namorado novo?
-Não... Sabes, já estive com duas ou três pessoas depois de ti, mas não resultou. Ainda não te esqueci, mesmo após estes anos todos...
-Acredito... Desde a nossa última conversa que foste ficando cada vez mais marcada em mim, e ainda hoje...
-Ainda hoje o quê?
-Ainda te amo.
-E ainda estás com ela ou tens outro alguém?
-Não. Acabei com ela pouco depois das últimas palavras trocadas entre nós.
-Boa...


Ela estava prestes a virar as costas ao amor da sua vida. Já era rotina entre eles. Contudo, desta vez foi a chamada exceção. Ela preferiu abraçá-lo ao invés de o testar para saber se ainda iria atrás do seu ser. Não aguentou mais. Estava cansada de tantos jogos e de todos aqueles anos sem ele, sentindo, por isso, a necessidade de se exprimir:
-Amo-te! Custa entender? Sempre te amei! Porque é que me deixaste agir tal e qual uma criança, em vez de me espetares um beijo e me obrigares a ficar? Porquê?


Ele beijou-a. Aquela que antes estava sentada ao seu lado, iria-se agora embora, talvez por ver que entre eles o amor era verdadeiro, ou simplesmente por perceber que ele não a amava a si, mas a ela.


-Desculpa. Já o devia ter feito antes. E fiz! Tu é que me rejeitaste, inúmeras vezes, até.
-Desculpa por tudo o que te fiz sofrer. Achas que és capaz de me perdoar?
-Claro que sim. E tu? Achas que desta vez tudo irá dar certo?
-Isso quer dizer que...
-Sim, quer dizer que te amo, que te quero ao meu lado para o resto da vida, que te quero comigo nos bons e maus momentos, e que quero recuperar todo o tempo perdido.


O resultado final de um jogo que tanto durou, estava agora em discussão, num acerto intemporal de condições e emoções. Não mais se separariam, não mais brincariam ao gato e ao rato. Permaneceriam para sempre unidos. Projetos cujo fim não tinham, estavam agora perante a felicidade eterna de uma frieza findada e de um desafio conjunto com vista a atingir a tão conhecida eternidade.


FIM


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

"Não é um adeus, é apenas um até um dia"

Serão raros os momentos que te irei dedicar a partir de hoje. Foste substituído por um novo projecto que pede mais de mim do que tu. Compreende, por favor. Não vou aguentar muito tempo, mas terei que tentar... De outro modo será impossível evoluir a teu respeito. Atingi o limite. Mesmo que escreva já não me sinto bem. Tenho que me ausentar durante uns tempos para conseguir perceber o que realmente me está a provocar esta sensação. Quando tiver tempo ou quando me sentir melhor, prometo que regresso. Mas por enquanto preciso de me concentrar em outros projectos e em outras situações mais relevantes que existem e me baralham. Não consigo continuar, não consigo despedir-me... Não é um adeus, é apenas um até um dia...

sexta-feira, 29 de junho de 2012

É apenas um adeus temporário

Insistes em invadir as minhas visualizações nocturnas, mas porquê? O que é que eu tenho de concreto para não abandonares o meu subconsciente?
Já passou uma eternidade desde a última vez que estivemos juntos, mas o meu coração continua ferido. Magoaste-me imenso aquando da tua partida, levando o meu sorriso contigo. Não mais consegui lidar com situações parecidas, porque foste tu quem ficou, desde esse dia até hoje, no horizonte do meu coração. O teu olhar, o teu sorriso, as minhas lágrimas, tudo isto faz com que eu me lembre, constantemente, de ti. Por mais que tente é impossível sorrir ao olhar para uma fotografia tua. Sim, eu sei que as fotografias são imagens mortas, mas é nelas que eu construo a nossa história, qual peças de um lego, para te ter de novo a meu lado. Preciso de te ouvir novamente, preciso de te ver sorrir, preciso de ti e basta. Só tu me consegues fazer sonhar horas e horas sem fim, por algo sem nexo. Posso até deixar de te amar, mas nunca te esquecerei e, nestas histórias mortas que ganham vida, sigo todos os teus passos para, um dia, te voltar a ter a meu lado. Remarei contra ventos e marés, não pensarei nas consequências, magoar-me-ei novamente, mas vou arriscar. É mais difícil para mim do que para ti. Tens alguém a teu lado, aposto. E esse alguém não sou eu. Sabes o quanto me dói não te ter? O quanto me magoa não te poder ver cada vez que quero?
Não tenho qualquer tipo de capacidade para afirmar o que sinto sobre ti, mas o que quer que seja, é forte. Não sei como te esquecer, como te tirar da minha vida. Olho para um lado, e para o outro, tu estás ali: sempre presente. Não sei mais como te descrever: a ti, e a este sentimento. É confuso, eu sei. Mas desde que eu parti, e te vi dissipar ao longe, que não me sais do pensamento. O teu toque, o teu jeito de ser, a tua voz, tudo é perfeito em ti e tudo me proíbe de te esquecer. Confesso, não consigo dissertar sobre ti. Sem ti o meu mundo não faz sentido. Sem ti, não consigo desabafar no papel como sempre fiz. A minha mente prende, quando em ti penso. Quando isso acontece não consigo fazer mais nada senão pensar em ti. É despótico.
Mais uma vez, vou ter de arrematar as pontas deste texto, antes do conseguir acabar. Porquê? Porque não consigo mais escrever. Poemas e afins, ainda tento, textos? Tornam-se confusos, repetitivos e eu não gosto. Eu bem sei que não tenho qualquer tipo de formação em escrita, mas antes, isto, não me acontecia. Eu escrevia normalmente e só pensava em parar devido à extensão do texto. Agora, penso em parar de escrever, assim que começo porque não consigo libertar as palavras espontâneamente. Há muito que isto não me acontecia. Desculpa meu amor, mas não consigo escrever mais dirigido a ti. Vou ter de te abandonar uns tempos, escrever sobre outras coisas e tentar não bloquear. Afinal de contas, não posso escrever sempre sobre o mesmo, uma vez que os leitores deste blog são quem me aumenta o ego, e para eles ler sempre o mesmo deve-se tornar um pouco monótono. Desculpa. Um dia, quando te voltar a ver, e acredita que farei por isso, escrever-te-ei um texto em que diga tudo o que agora ficou pendente. Durante estes tempos em que não te irei escrever, vou aproveitar para pensar neste sentimento que me invade o coração e o pensamento.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Intitular-te-ei de transacto

Quem és tu? O que fazes aí? No teu lugar era suposto estar eu, há uns anos, quando me contemplava... Actualmente, não sei o que é gostar de mim, o que é sentir-me bem comigo mesma. Saí daí! Saí! Já te pedi para saíres! Porque é que não fazes o que te estou a mandar? Tens de me obedecer! Afinal de contas, és o meu eu contemporâneo, se bem que eu preferia ver o meu eu transacto, nesse espelho baço. Explica-me o porquê de eu ter mudado tanto e de já não reconhecer o meu corpo. Eu amava-o! Agora limito-me a olhar para ele e a imaginar como seria se fosse diferente.
Não aguento isto. Estou condicionada a tudo por tua causa. Não permites que me mostre, que me exiba. Basicamente, nem sei o que isso é. Nos últimos tempos, as calças de ganga e as blusas largas têm sido as minhas melhores amigas. Sinto que, de dia para dia, tu insistes, cada vez mais, em rebaixar-me e em magoar-me. Eu sei o que pretendes. Queres que eu desista e que me renda às loucuras a que estás prestes a submeter-me. Mas isso não vai acontecer, meu caro eu contemporâneo. Intitulo-te assim, mas talvez te devesse chamar de eu efémero. Não achas que se adapta mais a ti? Bem, eu acho que sim. Vou resistir à tua tortura psicológica e combater-te. As saias, as blusas justas e os vestidos passarão a ser os meus melhores amigos. Porquê? Porque tu vais deixar de existir, vais ser vencido - por mim. Curioso, não? És tu quem me quer derrotar, mas vais ser tu o derrotado. Acredita, porque eu voltarei a ter o meu eu, que anteriormente apelidei de transacto, de novo ao meu lado. Aí, passarás tu a ser o eu transacto, mas que desta vez, não vou querer de volta, ficando apenas com o meu outro eu que, juntos, te combateremos para não mais existires e não mais me tentares rebaixar.
Presentemente, não posso sequer olhar para ti. Tenho-te um ódio tremendo, capaz de me derrotar a mim mesma e fazer-me ceder às loucuras a que tanto tenho resistido. É difícil falar sobre este assunto. Principalmente contigo, que és quem eu mais abomino. Contudo, tinha de desabafar, embora seja um assunto complicado. Prometo que vais pertencer ao passado, e o meu passado vai ser o meu presente e futuro. Por agora, contempla os teus últimos dias de vida meu eu efémero.

domingo, 17 de junho de 2012

Perplexidade na escolha

Encontro-me perante dois caminhos, ambos distintos e ambos assustadores. Não sei qual seguir nem qual devo abordar. Quero acreditar que vou conseguir escolher o chamado caminho amarelo, aquele que é o correcto e não o outro que se torna tenebroso. No meio desta confusão, eu sei que me vou decidir, que vou ganhar um rumo e dar um passo, mesmo que seja em falso, em direcção ao caminho que me perturba, aquele que não sei se será o mais adequado.
Decisões obscuras que trazem consigo consequências cruéis e inevitáveis. Continuo sem saber qual caminho seguir. Neste cruzamento da vida, observo, de um lado, o caminho que me pode fazer perder tudo, do outro, consigo ver tudo ganho, mas com muito empenho, o qual eu considero duvidoso de atingir. A razão vencerá a teimosia, e escolherei o caminho amarelo. Inicialmente, parece escuro, sem qualquer tipo de luz. Dou um passo atrás, recuo na decisão, mudo de caminho, parece feliz, iluminado, capaz de me proporcionar tudo o que eu quis. Tenho medo, confesso. Medo de errar e de me iludir perante as aparências. Vou seguir o caminho sem luz, aquele que não considero tenebroso, uma vez que, nem tudo o que parece, é. Sigo em frente, rumo à escuridão e à obscuridade. Sinto que estou a errar e que tudo isto não passa de um sonho ilusório. Talvez assim não o seja e eu me engane.
Sigo pelo caminho, que julgo, ser o mais correcto. Não encontro a saída nem qualquer tipo de iluminação. Sinto-me perdida. Vejo tudo a realizar-se e ao mesmo tempo a desfazer-se. Vejo-me a perder tempo, esse que tem passado a correr. Nada é igual. Cresci, habituei-me a arriscar, a deixar de parte o talvez e a acreditar mais no facto de conseguir atingir o fim daquilo a que dou início. Por arriscar, posso perder tudo, ver o meu sonho desfazer-se, mas porém certeza que a experiência única com que fico, e o facto de arriscar, vão permanecer em mim, ajudando-me a melhorar e a não esquecer os principais ensinamentos que um dia foram a base de tudo, mas também a tão conhecida lição de moral.
Julgo ter escolhido o caminho certo, uma vez que se preciso de me empenhar para os meus objectivos atingir, terei que superar todos os obstáculos, e a falta de luz, neste caminho, é um deles. Se não o iluminar de um dos modos possíveis, será de outro, mas terei que o iluminar. Espero que no fim deste caminho cheio de incertezas e objectivos a atingir, eu possa dizer que tudo valeu a pena, e que todo o esforço não foi em vão.
Os objectivos aumentam, tanto na minha área, como na área oposta à minha. A paixão por ciências está em confronto directo com a minha paixão por línguas. No meu entender, existirá um empate, mas terei que esperar para ver. Tudo o que poderá estar relacionado com estas áreas, irá transformar-se numa meta a alcançar.
Este caminho assusta-me, mas vou seguir por ele, de cabeça erguida, e sem recuar. Um dia olharei para trás e direi "Valeu a pena arriscar".

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sonhar é realizar

Hoje dou por mim a olhar para o passado e a reviver tudo aquilo pelo qual passei. É incrível como evolui, como consegui atingir todos os meus objectivos, mesmo deixando alguns pendentes.
Parece que é tudo ao mesmo tempo, e que este me vai faltar. Aproxima-se um ano de muito trabalho para o qual me vou empenhar como nunca o fiz. São imensos projectos em curso e eu não se vou conseguir lidar com tudo. Por um lado, tenho consciência de que as notas são o mais importante para conseguir alcançar um sonho com o qual cresci, ou melhor, com o qual nasci. Sim, porque desde que me lembro que quero seguir rumo à medicina veterinária. Por outro lado, há a escrita que constitui um meio de ligação com o mais profundo de mim, meio esse que tenho conseguido manter vivo no meu eu.
Formei um sonho que passa pela escrita mas que não sei se devo continuar a alimentá-lo. Não sei como evoluir a este nível. Parece que todas as oportunidades me fogem... Quero acreditar que vou conseguir lidar com tudo. Mas é difícil.
Confesso, quero escrever um livro, lançá-lo, expor a minha alma ao mundo! Mas quando terei essa oportunidade? Quando conseguirei alcançar um sonho que foi crescendo em mim? Confesso, ainda, que a matemática se tornou a base dos meus dias e que já não vivo sem ela, e que, para mim, constitui um meio para o meu sonho que comigo nasceu. A minha vida é à base disto: cumprir sonhos. O da escrita, está a ser alimentado dum modo que me deixa atormentada, com medo do alimentar demais e de deixá-lo morrer derivado a uma ilusão. Essa alimentação consiste na actual criação de um clube de escrita criativa que me vai ocupar bastante tempo, o que me deixa com medo de não ter tempo para o outro sonho que, está, há tantos anos, a ser alimentado dum modo que temo que morra, também. Este talvez não morra, uma vez que daqui a breves dias estagiarei nessa área e realizarei voluntariado num hospital veterinário, junto a um grupo de profissionais qualificados a que um dia pertencerei.
Apenas queria a opinião de um profissional qualificado acerca dos meus textos e poemas para eu saber se valerá, ou não, a pena continuar a perder - ou se valer a pena, ganhar - tempo com a escrita. Este verão será maioritariamente dedicado à escrita para poder realizar o sonho de ver um livro publicado, com o meu nome estampado na capa, mas esse tempo será dividido, cedendo uma parte à medicina veterinária, e ao sonho a que me referi no texto anterior. Estes três sonhos serão conquistados, cada um a seu tempo, mas serão. Terei que pisar muitas folhas, e passar algumas a limpo, terei também que viajar muito para os meus sonhos conquistar. Por agora, está tudo dito. A minha alma e todos os meus grandes sonhos estão expostos e com o mundo de olhos neles.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Um pouco do meu subconsciente

Hoje sofro em silêncio. Vejo o tempo passar e as oportunidades a dissiparem-se. Deste modo, sinto que nunca te terei e que ficarás para sempre no meu pensamento como um puzzle. Sim, um puzzle. Desde que entraste na minha vida, que todos os meus sonhos e os nossos momentos se vão interligando no meu subconsciente. Peça a peça formo imagens, unindo uma a uma, de forma correspondente. Assim, consigo construir a nossa história imaginária e fictícia. Essa história que talvez nunca se torne real, uma vez que eu não consigo agir, não consigo chegar perto de ti e apelar ao teu sorriso.
Nos meus sonhos, apelo ao teu sorriso e sou correspondida. Essa sensação faz com que eu tente fugir com esse teu sorriso contagiante. Em toda a minha plenitude, eu nunca senti isto. Ou melhor, o que senti foi menos confuso. Hoje, o que altera o meu coração constitui um nevoeiro quando te vejo, nevoeiro esse que se assemelha a um eclipse. Nem sabes o quanto queria ser a lua, e tu o sol - sim, porque o sol brilha muito mais que a lua e é mais constante, sendo também, muito maior que a lua. Ambos estão sempre presentes, mas só se unem de x em x tempo. Aí, dá-se um eclipse que, por sua vez, seria os momentos em que estaríamos juntos. São raros, não só por causa da distância, mas também das escassas vezes em que tenho a oportunidade de estar nos teus braços. Nos meus sonhos a frequência disso acontecer é alta, mas na realidade, só estivemos juntos duas ou três vezes, não vou mentir só para parecer bem. Contudo, uma dessas vezes em que estive contigo, cometi a maior loucura de sempre, pedindo-te que me pegasses ao colo. Nesse momento, tenho a certeza que sentiste a segurança e a confiança que te transmiti.
Por ti, não sabes (mas um dia saberás), que revirarei ventos e marés em meu favor só para te poder ter. Sim, é verdade que o passado e o que um dia revirei para me auto-ajudar, não importa. Mas desta vez farei tudo de novo, mesmo que me magoe, mesmo que erre. Os erros cometidos apelido-os de antigos e situo-os num passado recente. Custa recordar o passado, mas se ele não existisse, esses erros antigos voltariam a ser cometidos. Ainda vivo na sombra de um adeus, mas és tu quem eu quero que me ilumine e que abata esta sombra obscura que me atormenta, dia após dia. Esse dia não chega, e eu começo a tornar-me irreconhecível aos olhos do mundo, olhos esses que só vêm alegria em mim. Não choro na frente de outrem, mas se um dia não conseguir aguentar, disfarçarei de modo a que o mundo pense que é de felicidade, uma vez que, afinal de contas, não me intitulo de fraca.
Percebes agora, meu doce e puro presente, o porquê desta revolta toda? A mágoa passada marcou-me, mas como todas as águas passadas acabam por se desvanecer, esta não foi excepção. Não queiras pertencer ao passado, por mais que não conheças a minha existência. Faz para permaneceres no meu pensamento e, à noite, no meu profundo subconsciente onde o irreal se torna possível de alcançar. Não vou dizer o sentimento que me invade quando te vejo a vaguear por aí, de mão dada comigo, porque esse, serás tu quem o vai saber em primeira mão. Afinal, se te quero presente em mim, não posso divulgar o sentimento. Pode afastar-te de mim e provocar a tua dissipação da minha vida.
Meu anjo, aqui te revelo um pouco do que se está a passar. Não nego que não me és indiferente, mas só o tempo dirá o que se vai suceder. Obrigado pelos sorrisos que me conseguiste arrancar.

P.S.: Meu querido e fiel blog, não te poderei mostrar, por enquanto, os sonetos que mandei para concurso como te contei no texto anterior, mas publicar-te-ei outros, com o tempo. Por agora, deixo-te com mais um pouco da minha alma.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Apelido-te de Orgulho

Meu querido blog,
Encontro-me novamente a escrever-te. Porque será? Haverá um motivo concreto? Ou serão apenas as saudades a falar mais alto?
Está quase a chegar o teu segundo aniversário, e só me resta pedir-te perdão. Perdão pelo tempo em que te fiz esperar por mais da minha alma e mais do que eu considero o meu maior orgulho. Queria-te contar todas as novidades, tudo o que tenho escrito e que não tenho tido oportunidade de te dar a conhecer. Essas novidades estão, em parte, relacionadas contigo.
Hoje vais sofrer uma mudança, mas vais perceber e não me vais criticar, porque tu, acima de tudo, apoias-me. Sabes que cresci, que já não escrevo como escrevia há quase dois anos, que evolui na vida e que, para quem antes escrevia, é para quem hoje evito escrever. Sabes, também, que já há bastante tempo que não sofrias uma alteração no teu exterior - sim, porque o teu interior é aquilo que eu escrevo e que publico em ti. É em ti que sinto mais orgulho, sabes bem disso, mas também tens a noção que a minha escrita sofreu alterações. Já não sei escrever textos com palavras soltas, como este que estou a escrever agora e que, acredita, estou a fazer um esforço enorme. Agora escrevo poemas: sonetos. Não sei se estarão alguma coisa de especial, mas escrevo-os. Tal como todos os outros textos que um dia escrevi e os quais tenho saudades de escrever. Este mero desabafo, que aqui te estou a fazer, servirá para me avivar a memória relativamente aos bons momentos em que eu escrevia, e em que sabia o que escrevia. Agora, sofro constantes bloqueios na memória. Talvez fosse as saudades que tenho tuas, uma vez que agora te estou a escrever um texto, e não sinto qualquer tipo de bloqueio. O pior foi ao começar. Sinto que perdi o jeito que tinha para a escrita. Nem sei bem se lhe deva chamar jeito, porque isso nunca tive, mas ignorando esse facto, apenas te quero dizer que te tornaste importante na minha vida (bastante mesmo), e que ao estar aqui a escrever-te me fez recordar do quão bom é escrever. Do quão bom é poder desabafar e dizer o que me está na alma, nesse subconsciente que a ti eu revelo.
Este texto iniciará um novo capitulo da minha vida, dado que aperfeiçoei o meu modo de escrever e que brevemente irei enviar vários sonetos a alguém que realmente percebe do assunto. Por enquanto, limito-me a escrever em ti, com tinta permanente, para mais tarde, ao olhar para trás, poder ver como evolui, como cresci relativamente a este modo de comunicar com o mais profundo de mim. E se fiz questão de escrever para um concurso, foi graças a ti, que sempre me motivaste a tal. Por isso, deseja-me toda a sorte do mundo, e acredita que se um dia eu te deixar de contar tudo em primeira mão, é porque nesse dia morri, e não porque vinguei no mundo da escrita ou porque me esqueci de ti.
Agradece a algumas pessoas, a sério, meu querido. Agradece-lhes. Se não fossem elas, tu não mais te alimentarias do meu subconsciente. Ficarias morto no tempo, e aquilo que outrora escrevi, ficaria perdido à deriva num deserto de palavras.
Por agora chega, já me sinto suficientemente contente por desabafar novamente contigo e por partilhar em ti o que faz parte de mim. Voltar-te-ei a escrever. Mas da próxima vez, publicar-te-ei sonetos, aqueles a que me referi anteriormente, e só depois de publicar tudo o que está pendente é que voltarei a escrever destes textos que, confesso, já tinha saudades.